segunda-feira, agosto 21, 2006

Periferia


Nas luzes amarelas das ruas desertas
com sombras incertas, absortas, meio alertas
relembro minha vila em nesga da metrópole.
Nas ruas desertas com luzes amarelas
das páginas amarelas não constam os bares
nem lares animados, nas noites, rubros.

Nas ruas amarelas com prosas dormidas
os sonhos cortados por festas e labutas
e as frestas nas testas de línguas afiadas.
Nas luzes desertas de becos incertos
abertos em meio a casas e prédios apagados
relembro cidadela com celas de sinas hipnóticas.

Os becos abertos de luzes incertas
se rompem em feridas antigas, cicatrizadas
suavizadas no emaranhado de cortiços.
Nas luzes fechadas dos becos desertos
tão perto se faz o limite do olhar
tão longe se faz o vislumbre do porvir.

3 Comments:

Anonymous Anônimo said...

E eu, com tanta saudade de te ler...
...mesmo que não comentasse, estava com saudade.

Poderiamos fazer uma noite de poemas e prosas! Pediriamos o narguilé do Rhe emprestado.

Estou terminando Obras Completas de Manuel Bandeira, você iria amar.

Beijocas e pipocaS
=^***

segunda-feira, 21 agosto, 2006  
Anonymous Anônimo said...

"tão perto se faz o limite do olhar
tão longe se faz o vislumbre do porvir"

Gostei... gostei muito... abração procê, meu camarada!!

terça-feira, 22 agosto, 2006  
Anonymous Anônimo said...

Ei Paulinho! Qto tempo não nos vemos, né? Muito linda essa poesia...um abração!

terça-feira, 22 agosto, 2006  

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