quarta-feira, dezembro 21, 2005

"Insanos Finais de Anos" ou "Finais dos Anos Insanos"?


Há muito, não acredito em feliz natal... acho mesmo que nunca acreditei.
No máximo, acredito em feliz feriado com alguns bons amigos (não dá pra reunir todos mesmo). Acredito em que essa é a época de mais re-união de velhos amigos...
Sim, tenho muitos deles... está aí a razão para ainda ser feliz (ou pelo menos um pouco).
Não é que me tornei infeliz, ou rabugento, de mal com a vida...
Acreditem, sou bastante feliz (aprendi a rir de todas as minhas mazelas, ou de quase todas – o saldo é positivo)...
Simplesmente, parei de usar da nossa querida faculdade do Auto-Engano, justamente, nas coisas que mais nos mantêm felizes, nas melhores mentiras inventadas pela humanidade, na tão suave hipocrisia que nos guia enquanto não nos incomodamos com ela...
Às vezes, gostaria de não ter começado a questionar a organização social, no porquê da engrenagem funcionar assim... seria tão mais fácil aceitar...
Mas não... começamos a nos questionar um pouco e... já era! É como um vício... você quer descobrir todos os enganos já cometidos... todas as mentiras criadas em nome de uma ou outra tradição...
Porém, não é tempo de falar sobre (ou com) verdades duras... é chegado o natal... “temos” de comprar presentes para todos... e temos de fazer as velhas promessas de atos sublimes para o próximo ano!
Então:
Feliz Ano Novo pra você... que seja melhor que esse que foi pior que o outro em algumas coisas e pior em outras do que outros, e assim por diante ou reversamente... ahh...
Feliz cada próximo dia da sua vida... pois a felicidade não é marcada pelo calendário... ela é marcada de diversas maneiras, menos por um calendário besta... e nem sempre é constante (se fosse, nem seria percebida)... não tem hora marcada...
Ah... É agora que nasce a esperança? Ela havia morrido, ou nem nascido?
Ding-Dong Bell, tocam os sinos... como nossos despertadores tocando para avisar que está na hora... (?)

1 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Com certeza tio paul, algumas pessoas chegam a esse estado latente mais parecido com o de uma lagarta que após ter se alimentado dos seus caminhos, assimilou que era um ser rastejante em questão de suas referências, e que resolveu se alojar solitariamente dentro de uma crisálida, para depois de um certo tempo se libertar, tendo criado um novo ponto de vista e com possibilidade de voar sobre todas as coisas que tinha vivido. Pouquíssimas pessoas (tendo em vista o número de humanos na terra 6.000.000.000, de indivíduos) têm essa mente questionadora e que de tanto ponderar acabam descobrindo que seriam mais felizes se não tivessem essa massa crítica sobre a existência. Entretanto eu acho que alcançaram um estado que deve ser aproveitado, há uma experiência contida nessa transformação, sabemos que tudo poderia ser melhor se o homem se virasse para o outro e o enxergasse como igual, mas preferem subjugar-se. Então vivemos assim, rabujentos, de mal com a vida, indignados e sem muita graça para as frivolidades. Mas nós não nos transformamos nisso, não. Queremos rir novamente, ver as coisas com olhos de criança, cheios de expectativa, mas a novidade sempre fica ultrapassada. Tudo o que é novo hoje, sempre vai se tornar antigo. Saber que existe uma verdade é o caminho para conhecê-la, temos que trilhar em busca até encontrá-la, para poder descobrir que todas as nossas verdades anteriores eram falsas. O exercício do perdão só se dá em situações que exigem nossa tolerência com os demais e principalmente tolerância com nossa situação como seres humanos, essa nossa condição como indivíduos de uma sociedade onde crescemos e nos tornamos o que somos hoje. Nós começaremos a perdoar as pessoas e a nossa própria condição quando aprendermos a perdoar a nós mesmos pelas nossas imperfeições. Eu queria muito viver 1000 anos mas sempre com o entusiasmo e expontaneidade de uma criança, com o ímpeto e paixão dos jovens e com a tolerância dos mais velhos.

segunda-feira, 02 janeiro, 2006  

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