Fiat lux!

Não! Eu não prefiro o escuro!
Não!
Mas não quero nenhum holofote me cegando a alma
e ofuscando minhas possíveis virtudes
pois as vicissitudes se alimentam da cegueira
e é besteira ter o foco só em si...
como o sol sustenizado em mim
que faria bemóis dos meus fás,
que nunca mais oraculariam...
não!
não seria possível sem efeitos danosos
em meus ombros desbotados e já cansados
mas não prefiro lugares escuros!
em apuros porém ficaria meu caminhar
se por toda a vida esperasse surgir
o espargir dezembroso de brilhos natalinos
não!
eu não quero me assemelhar a cupins alados
seguindo a multidão perdida da minha raça
a voar em torno das luzes artificiais
por motivos banais ou inexistentes
não! eu não prefiro viver no escuro!
muito menos viver às sombras alheias
nas teias distantes de ilhas desertas...
quero seguir com minha própria luz
e fazer jus às minhas privações sombrosas
por mais penosa que seja a visão
por mais débil, negra ou pálida essa luz seja
mas que eu a veja emitida por mim...

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