domingo, novembro 27, 2005

Reflexo obscuro


Estou vendo teus pensamentos
tu que me olhas agora,
Estou vendo teu sorriso inocente
aquele meio aparvalhado
Vejo tua respiração espalhada
teu cinzeiro variegado
Vejo tua bagagem de prefácios
e tuas seitas internas em conflito eterno

Ouço verbos jactados da tua alma
e o temor de versos hircosos
Ouço o prazer de tuas lembranças
e as essências fragilizadas
Ouço excessivos pensamentos espirrados
espalhando névoa alienada
Ouço a clareza da tua alma
e os teus conflitos abstratos

Sinto teu coração apressado
como tambores de tribos selvagens
Sinto teu sangue a pulsar
e o sexo estampado nos olhos
Sinto tua imagem refletida
no espelho, vôos interminantes
Sinto o esboço desta solidão
no espelho, alucinado

1 Comments:

Anonymous Anônimo said...

...acho difícil escrever quando alguém pode ler (e ainda, quando com certeza lerá mesmo, mais difícil ainda)... por isso eu lá, na terrinha minha (hehehehehe) escrevo caóticamente, pois já penso que escrevo pra mim...

...mas você Tio Paul...como sempre agrada-me muito com um *amuntuado* de letras, que deixam um gosto tão bom nos olhos...
.
.
.
... minhas porcas desculpas, por não ter registrado minhas visitas anteriores...
.
.
.
.saiba-me constante em seu blog, em sua vida!

Adorotetanto!

Beijocas e pipocaS
=^*

sexta-feira, 02 dezembro, 2005  

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