sexta-feira, maio 19, 2006

Saudades (Efeitos tridimensionais)


Liqüidifico meu cérebro
em questões miúdas, desvairadamente
e a mente escorre, assim, demente.
Pulmões apertados, secos
nos becos da artéria carbonizada
na pilhéria do suposto respirar.

Saúdo as saudades que agonizam o coração:
_ Perdão, sr. espaço, pela distância!
Na ânsia coxa de separação dirimir
e permitir faxina nessa alma encardida
quase perdidas ficam as forças, as esperanças.

Na dança sincopada de tantas lembranças
meu ser não se cansa de iníqüas incertezas
com o espírito nômade, volúvel, volátil.
De praxes seculares, me faço adverso
reverso ao pragmatismo, pouco ou nunca discutido
e reurdido pelas atuais gerações, imbecilizadas.

Malfadado, nem a desoras vejo o paraíso
e mantenho o sorriso para me resguardar
da densa nuvem torpe que vive a me rondar.
Fujo, então, para as recordações da amada
e nesse ensejo nada me faz esmorecer
ou perecer no calvário da rabugice.

1 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Desculpa-me a ausência...
... mas não esqueço de ler-te e deliciar-me com suas palavras. Talvez pudessemos um dia reunir todos esses textos e regados a vinho, rodeados de fumaça de cigarros ler...ler...ler...e ouvir até ficarmos embriagados!

Beijocas e pipocaS
=^*

quarta-feira, 24 maio, 2006  

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