Dessentir

Lua torta rua morta tua porta
o que me importa?
Se eu nem sei na lua escura qual é a tua porta?!...
se a rua fosca nem mesmo teve seu funeral?!...
e a lua nem sempre é redondinha mesmo?!...
A lua torta feito fatia de melancia
delicia a boemia dos românticos
num cântico semântico de uma lamparina celestial.
A rua morta que nada a corta é meio torta
mas não se corta é meio curta e pouco entorta
mas é escura é quase estreita é meio morta.
E a tua porta, se é que importa, também é torta?
é tão escura quanto ao jardim que nada brota?
ou é você que se trancou um pouco morta?
Naquela grota no seu terreiro escura e funda
você escondeu o coração temendo medos
e fez segredos dos seus sentires pros seus pensares.
Mas os pesares do seu pensar sem seu sentir
fazem surgir as decisões mais desumanas
tão soberanas da razão mais egoísta.
Tua porta rua torta lua morta
já nem me importa...

2 Comments:
Doce Tio Paul...
...saudades.
Delicio-me lendo seus textos...
...releio várias vezes...
É elo de ligação...
Beijocas e pipocaS
=^*
Legal demais, meŭ amigo!
Tiu ĉi poemo estas tre belega kaj mi tre ŝatas ĝin.
Mi revenos al SEM, en ĉi tiu monaton, kaj vi?
Brakumon, Davidson
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