quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Nuncas


Meus nuncas me invadem e se vão,
os nuncas que sempre produzo,
nuncas que quase nunca são eternos

Nunca do verbo amar:
nunca que nunca esquecerei
um nunca que quase nunca é usado

Nunca ceder aos preceitos...
...nunca estive mais sedado em conceitos

Nunca voltar atrás:
um nunca que sempre demito
nunca que quase nunca é nunca

Nuncas que fazem pensar:
nuncas fadados à extinção
nuncas que ressurgem em compreensão

_ Nunca diga nunca!
mas sempre volto a dizer nunca
porque nunca nunca é demais
nunca quase nunca é nunca

Meus nuncas quase todos não são mais nuncas
os que restam podem até continuar como nunca
mas meus nuncas já não são tão nuncas
e nunca terei certeza de todos estes nuncas...

3 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Doce Tio Paul...

....lembrei:

"É como ficar esperando
cartas que NUNCA vão chegar...
Não vão chegar com X,
nem vão chegar com CH..."

Sinto uma satisfação tão grande em ler seus poemas...
...uma admiração: OLha...meu amigo...sim, Tio Paul é meu amigo...rs

Saudades de quem nunca esqueço

Beijocas e pipocaS
=^*

sexta-feira, 10 fevereiro, 2006  
Anonymous Anônimo said...

Oi meu bem,
há muito não leio suas poesias e
vejo que a cada dia tem aprimorado.
Mais do que bonita, é cheia.
Ela fala por si e fala bem.

Saudade de vc demais da conta...
bjim

sexta-feira, 10 fevereiro, 2006  
Anonymous Anônimo said...

Fala Paulinho! Há muito que não nos encontramos né? Como vão as coisas? Sua poesia me tocou, me despertou algo...gostei. Um grande Abraço!

sexta-feira, 10 fevereiro, 2006  

Postar um comentário

<< Home