sexta-feira, março 02, 2007

Indigestão cerebral


Penso e pondero com a consciência multifacetada
concordo e discordo do inconsciente em versos
sinto o anverso do meu ego rarefeito
e refeito em mistérios no reverso intransponível

No nível abaixo da tênue aparência
procuro me ver conforme a cadência
das crenças insanas, dos atos profanos
mas trago na essência milhares de origens

Mastigo dezenas de informações variadas
degluto sempre desconfiando do paladar
e o que causa azia é sofregamente regurgitado
até que o cérebro se canse desse esforço digestivo

Não quero mais me consumir em divagações incessantes
De pensar ininterruptamente dispensei o meu sossego
e o desapego à tranqüilidade tomou conta
e fez surgir um faz-de-conta de vida atribulada
e atrelada a cavalos desiguais de uma carruagem cambeta.

3 Comments:

Blogger Lorenzo Natale said...

eis que o oráculo volta das trevas do limbo... uruuuuu...

sábado, 03 março, 2007  
Anonymous Anônimo said...

Saudades cortantes de ti, Tio Paul.

Sabe, ando pensando que bem aventurados os ignorantes... pois passarão pela vida como passarinhos, e não sofrerão o peso dos pensamentos.

Dias felizes pra ti

d^_^b

sábado, 03 março, 2007  
Anonymous Anônimo said...

"Não quero mais me consumir em divagações incessantes
De pensar ininterruptamente dispensei o meu sossego
e o desapego à tranqüilidade tomou conta
e fez surgir um faz-de-conta de vida atribulada
e atrelada a cavalos desiguais de uma carruagem cambeta".

Meu velho, simplesmente perfeito!! Mandei o sossego pro alto de tanto pensar... totalmente perfeito!!

Saudades, meu nobre. Super abraço.

sábado, 03 março, 2007  

Postar um comentário

<< Home