Indigestão cerebral

Penso e pondero com a consciência multifacetada
concordo e discordo do inconsciente em versos
sinto o anverso do meu ego rarefeito
e refeito em mistérios no reverso intransponível
No nível abaixo da tênue aparência
procuro me ver conforme a cadência
das crenças insanas, dos atos profanos
mas trago na essência milhares de origens
Mastigo dezenas de informações variadas
degluto sempre desconfiando do paladar
e o que causa azia é sofregamente regurgitado
até que o cérebro se canse desse esforço digestivo
Não quero mais me consumir em divagações incessantes
De pensar ininterruptamente dispensei o meu sossego
e o desapego à tranqüilidade tomou conta
e fez surgir um faz-de-conta de vida atribulada
e atrelada a cavalos desiguais de uma carruagem cambeta.

3 Comments:
eis que o oráculo volta das trevas do limbo... uruuuuu...
Saudades cortantes de ti, Tio Paul.
Sabe, ando pensando que bem aventurados os ignorantes... pois passarão pela vida como passarinhos, e não sofrerão o peso dos pensamentos.
Dias felizes pra ti
d^_^b
"Não quero mais me consumir em divagações incessantes
De pensar ininterruptamente dispensei o meu sossego
e o desapego à tranqüilidade tomou conta
e fez surgir um faz-de-conta de vida atribulada
e atrelada a cavalos desiguais de uma carruagem cambeta".
Meu velho, simplesmente perfeito!! Mandei o sossego pro alto de tanto pensar... totalmente perfeito!!
Saudades, meu nobre. Super abraço.
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