Eu líqüido

Constantemente me vejo como água
muitas vezes calmo quase água parada
ora manso quase sem pensamentos
ou suave em lembranças amenas
ora arisco entre episódios turvos
e sujos caldos no cérebro circulantes
nos semblantes dos regatos cristalinos
me torno em rio, sorrio, arrepio
É a gravidade do tempo a me puxar
me debato em cachoeiras nas pedras
ralo-me todo em cascatas e curvas
me sublimo em nuvens carregadas
me rebento em chuvas, a desaguar
espumante, liqüefeito, em águas do mar.

2 Comments:
E a gente assim....desfazendo-se e juntando-se, no fim.
Esvaindo-se para sabe-se lá onde...
d^_^b
Saudades
Belas metáforas... nunca tinha pensado na água dessa maneira.
Abração, meu velho.
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